São apenas duas horas e meia de projeção, mas parece que realmente vivemos todos os momentos finais da agonia nazista no brilhante filme alemão “A Queda – As Últimas Horas de Hitler”. O desempenho de Bruno Ganz como Hitler é uma das mais notáveis atuações dramáticas já vistas no cinema. Entramos no bunker do ditador alemão e, a partir da insuspeita presença de sua secretária, nos sentimos muito próximos do mais odiado mortal do século XX.
Em corredores estreitos, escondido e protegido por seus generais da proximidade das tropas soviéticas, Adolf Hitler queria ainda acreditar numa reviravolta alemã. Nem mesmo os mais fiéis colaboradores do Führer tinham esperanças de que esse quadro de derrota inevitável pudesse ser revertido.
A despeito da guerra e de suas imagens chocantes que consolidavam uma perspectiva sombria aos olhos do povo alemão, inclusive de suas crianças e jovens recrutados para proteger Berlim, em seu esconderijo secreto, Hitler e seus generais tentavam traçar planos e elaborar estratégias para manter a Alemanha ativa no front.
Mesmo diante da queda eminente, Hitler ainda sonhava e vivia dentro de uma normalidade que se revelava verdadeiramente assustadora até mesmo para as pessoas mais íntimas dele. Era respeitoso e amável com seus amigos e mais próximos escudeiros, demonstrava afeto e carinho por sua companheira Ava Braun, se preocupava em condecorar os membros da juventude nazista que defendiam a capital alemã dos avanços aliados e bradava por coragem entre militares que se mostravam ávidos por planos de fuga e retiradas estratégicas…
Num cenário onde as bombas tornavam a fumaça e o fogo parte freqüente do cotidiano de todos que viviam na cosmopolita Berlim e em que corpos ensangüentados jaziam nas ruas, vemos um Hitler desconhecido por seus atos de simpatia e generosidade para com seus colaboradores, desesperado diante do fracasso na tentativa de criar o Terceiro Reich, sofrendo com o mal de Parkinson que se vê desorientado e assustado diante da perspectiva de se entregar aos russos…
Uma obra cinematográfica de grande valor e muitas virtudes, indicada a vários prêmios internacionais e que deve ser obrigatória na filmografia utilizada para o estudo da guerra e das relações humanas. A Queda é simplesmente imperdível!
Ficha Técnica
A Queda – As Últimas Horas de Hitler
Título Original: Der Untergang
País/Ano de produção: Alemanha/Itália, 2004
Duração/Gênero: 155 min., Drama
Direção de Oliver Hirschbiegel
Roteiro de Bernd Eichinger, Joachim Fest e Traudl Junge
Elenco: Bruno Ganz, Alexandra Maria Lara, Corinna Harfouch,
Ulrich Matthes, Juliane Köhler, Heino Ferch, Christian Berkel,
Matthias Habich, Michael Mendl.
Leia mais no link http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=443


2 Comentários
Novembro 27, 2007 às 10:25 pm
o filme parece ser fixe !!! tropas nazis em stress pra defender as linhas de frente em berlim finalmente podemos saber o k se passou em brlim durante esse tempo…
Abril 18, 2008 às 12:42 am
Realmente estamos falando de um filme espetacular que trata dos últimos momentos do führer (como era assim chamado pelos seus subordinados), Conseguiu-se mostrar seus extremos, picos de humor e sua doentia sede de poder!
Muito bom!