Abril 1, 2009...3:42 pm

O Grande Ditador – O Último Discurso (Inesquecível)

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Charles Chaplin é considerado por muitos como o maior gênio da sétima arte. Mesmo tendo vivido no início do século XX e produzido a maioria dos seus filmes até 1950, o criador de Carlitos continua sendo comentado, reprisado e endeusado por um enorme número de fiéis seguidores. Não é para menos, suas obras (como “Tempos Modernos”, “Em busca do Ouro”, “O Garoto”, “O Circo”, “Luzes da Cidade” e “O Grande Ditador”) não perderam seu valor com o passar do tempo, continuam encantando platéias dos quatro cantos do mundo e, acima de tudo, mostraram-se tão grandiosas que suas tramas não se inscreveram apenas como registros do período em que foram feitos os filmes, ultrapassaram essa barreira.

Lembrem-se do filme “Tempos Modernos” (já comentado nas colunas de Cinema e Educação) e vejam como Chaplin, em sua crítica a sociedade contemporânea, de bases industriais já não estava, com suas gags e paródias antevendo o stress, as correrias típicas de nosso cotidiano, os sistemas de trabalho onde os homens são apenas engrenagens adicionais ao trabalho das máquinas!

Em “O Grande Ditador”, Chaplin antecipou o fenômeno Hitler na Alemanha, através de uma contundente sátira ao nazi-fascismo e um surpreendente clamor pela paz. Não compreendido pelos americanos acabou tendo que se retirar do país e se estabeleceu na Suíça. Uma grande perda pois, na Europa, tolhido dos meios e dos recursos necessários para seu trabalho e um tanto quanto descrente na indústria e no mundo, sua produção declinou e rareou.

Por João Luís de Almeida Machado

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